segunda-feira, 24 de março de 2008

Os Novos Velhos Lançamentos

Embora a promessa tenha sido de que na sexta os comentários acerca dos lançamentos seriam feitos, venho hoje cansado e atrasado tentar retratar minha falta (embora eu não esteja tão preocupado assim).
Novamente, o post será feito com acúmulo de informações inúteis (mas eu gosto), eu não vi dois dos três filmes citados – isso é que é classe! – e só vim porque eu gosto muito de um dos filmes... Satisfeitos? Não!? Nem eu...
Da última leva faltou comentar Santos e Demônios (2007) do diretor estreante Dito Montiel, que traduz para a película sua autobiografia. No elenco se misturam nomes de boas gerações antigas como Robert Downey Jr. (em ótima fase) e Dianne Wiest (mais lembrada como a benevolente vendedora da Avon em Edward Mãos de Tesoura [1990]; embora tenha feito o “clássico” dançante Footlose [1984]), com promissores astros contemporâneos como Shia Labeouf (o mais novo queridinho de Hollywood), Rosario Dawson (que esteve, entre outros filmes, em Sin City [2005] e O Balconista 2 [2006]) e menos badalado Channing Tatum que fez – pois é – Ela Dança, Eu Danço (2006). O filme, segundo consta, tem como mérito justamente a naturalidade das situações e atuações, contando uma história um tanto batida, um menino que cresceu em bairro pobre e deu certo na vida, de modo franco e conectado as mudanças deste mundo caótico atual.
Ao alcance das mãos de cinéfilos sedentos está também No Vale das Sombras (2007) do oscarizado e roteirista do momento Paul Haggis. Quem não lembra Haggis foi o escritor do filme premiado Crash – No Limite (2005) e do roteiro indicado pela academia ano passado de Cartas de Iwo Jima (2006), do diretor Clint Eastwood. Se já não bastasse tal apresentação de prêmios, o filme ainda conta com a protagonização de três figuras presentes – e ganhadoras – da estatueta mais cobiçada: Tommy Lee Jones (que venceu por O Fugitivo [1993] e foi indicado este ano justamente por este filme), Susan Sarandon que embora não compareça a festa (nem é convidada) há algum tempo devido a algumas desavenças políticas, já ganhou o Oscar pelo ótimo Os Últimos Passos de Um Homem (1995) e Charlize Theron que venceu recentemente por Monster – Desejo Assassino (2003).
O filme tem em voga o mais badalado assunto do momento. Adivinhe qual é?? A guerra no Iraque! (Como todos responderam certo, ninguém ganha nada...). A história é permeada por uma família a qual o filho some quando retornava do combate. Se você acha que já ouviu e viu história assim antes, achou certo. E eu espero que você seja esperto de saber que não será a última. O que vale do filme? Poxa, você leu mais acima, não? Contente-se com isso.
Deixei pro fim o meu mais querido filme a ser comentado, Hairspray (2007). A pelicula demorou mais de 6 meses pra chegar nas lojas, mas existem coisas que valem muito a pena esperar. O musical é uma mistura de um filme cultuado da década de oitenta de nome homônimo do diretor (consagrado como “maldito” pelos gostos e histórias peculiares) John Waters (é dele o bom Mamãe É de Morte [1994]), e do musical que adveio do filme e figurou com sucesso por muito tempo na Broadway. Recheado de detalhes interessantes, como o fato de que a mãe da protagonista sempre tem de ser um homem e a personagem principal tem de ser uma estreante, o filme resgata todo o mito construído acerca da logística da história e acrescenta um vigor juvenil em sua repaginação. Encabeçado por John Travolta renascendo das cinzas (movimento constante do astro) em retorno ao gênero que o lançou – fazendo uma mãe de casa obesa, porém leve – e outra atriz que resolveu ressurgir, Michelle Pfeiffer, aliado ao talento abundante (literalmente) de Queen Latifah e Christopher Walken. Fora o elenco semi-estelar de coadvantes atuais como James “Ciclope” Marsden, Amanda Bynes (a bonitinha de Tudo o Que Uma Garota Quer [2003] e Ela É o Cara [2006]) e o “ban-ban-ban” maquiado Zac Efron (o moç(a) que protagoniza o fenômeno pop High School Musical). Na história Tracy, uma alegre e avoada gordinha tenta entrar para um desvirtuador programa de dança, mas, obviamente e infelizmente, não se “encaixa” aos padrões. Embora ela seja apaixonada pelo inatingível bonitão da escola, Link, é com a turma de minoria dos negros que ela aprende a dançar e vai em tentativa a “miscegenação” dos ritmos. Tudo no filme é muito simpático, alegre e convidativo – como pouquíssimos filmes conseguem ser – para não dizer redondo (com ou sem trocadilhos). Trunfo para o diretor Adam Shankman que tinha no currículo (acho que ele apagou depois) Operação Babá (2005) e o clássico infanto-juvenil (desmerecidamente) Um Amor Para Recordar (2002).
Para todos, fica a dica de ir se divertir um pouco ao som alegre de Hairspray, e não se deixar levar pelo mau humor habitual das pessoas que decidem locar em tempos chuvosos. Vá dançar, povo!

Nenhum comentário:

hit counters