Lembra que eu havia alertado sobre a existência infinda dos filmes a respeito das tramóias correntes no Iraque e seus arredores? Pois bem, mais um. E esse eu já tinha até inserido comentário sobre no post anterior. Trata-se de O Reino (2007) dirigido por Peter Berg que não tinha feito
nada expressivo antes deste filme – nem suas atuações perdidas em filmes diversos – e que finaliza recentemente Hancock o novo filme de Will Smith (que Deus tenha piedade de não traduzirem como “Meu Super Ex-Namorado”).
O roteiro de Matthew Carnahan, que como dito roteirizou também Leões e Cordeiros (2007), apela mais uma vez pro didatismo do conflito em voga. A diferença neste filme é que todo o plano altamente político-engajado é disfarce grosso para um filme que em suma é ação pura. A abertura inicial do filme é cansativa, assim como todos os momentos em que um dos personagens resolve ser a consciência discursiva dos entraves mil entre E.U.A e Iraque. Quando o filme desiste de tentar desmantelar o élan da coisa, ele assume seu lado “corre-corre” com cenas explosivas e todos os que tais do gênero aventuresco. Pra quem prefere (no fundo nem sabe se gosta) de películas assim é um prato cheio acompanhado com borda política.
Juntamente com as explosões iraquianas de O Reino, chega às lojas o primeiro “astro” dos filmes cotados para o último Oscar. Conduta de Risco (2007), escrito e dirigido por Tony Gilroy (roteirista da trilogia Bourne e de O Advogado do Diabo [1997]), é encabeçado pelo poderoso George Clooney, que além de galã, é engajado politicamente, escreve, dirige e atua bem. Seu nome é marca de sucesso na mercadologia de Hollywood e acresce status em tudo que está presente. Seu segundo filme como diretor, Boa Noite, Boa Sorte de 2005, completamente filmado em preto e branco, remontava à caça as bruxas comunistas do senador Joseph McCarthy. Instigante e preciso o filme foi indicado pra seis estatuetas incluindo filme e diretor.
Embora Clooney realmente exalasse potencial artístico e genuíno dentro de uma indústria fadada a lugares comuns, naquele tempo já se apresentava uma posição demasiadamente exaltiva ao trabalho do ator-cineasta. Tal exacerbação pode ser comprovada com o seu recente trabalho. Mesmo que em Conduta de Risco, Clooney apenas atue (e bem – ponto), seu “toque de Midas” fez o filme emergir como um dos thrillers dramáticos de micro-política, mais bem realizados nos últimos tempos. O que não é! O filme embora conte com um roteiro eficaz e atuações fortes (Tilda Swinton levou a estatueta este ano como atriz Coadjuvante e Tom Wilkinson foi ainda mais merecidamente indicado, embora não tenha levado) é prático demais na direção. Existe certa economia nas cenas e pouca ousadia. Tal estaticidade perante o sagaz roteiro (problema interno do diretor-roteirista, que deve ter ficado muito mais “apegado” ao roteiro esquecendo de unir o ritmo do filme) não justifica as indicações que o filme recebeu para diretor e filme. Ficamos gratos que a megalomania com a presença de George Clooney tenha ficado por aí, pois acredite, dois dias depois de assistido, nada perdura.
Pretensões à parte, unem-se aos dois citados acima a comédia romântica Penélope (2006). Película independente, recheada de novos astros como Christina Ricci (a esquisitinha de A Família Adams [1991] e a “boazuda” do bem mais recente Entre o Céu e o Inferno [2006]), James McAvoy (astro em ascensão que figurou em películas como O Último Rei da Escócia [2006] e do injustiçado Desejo e Reparação [2007], filme indicado ao Oscar de melhor filme este ano) e – em rápida participação – Reese Whiterspoon, a “namoradinha” norte americana, vencedora da cobiçad
a estatueta da Academia em 2006 por Johnny e June (2005). O filme conta a inusitada história de uma garota herdeira de uma maldição familiar que a fez nascer com traços suínos. A mãe super protetora e neurótica esconde a filha do mundo anunciando sua morte e a mantém trancafiada em casa. Na adolescência a menina se expõe, e a mãe, para contornar anos de mentira, resolve arranjar lhe um pretendente a força; o problema é que todos fogem. Até que um deles, pouco envolvido com a história de fato, encanta-se com Penélope e a azarada moça decide se desprender dos grilhões familiares. O mote é básico, porém o que cativa no filme (além de uma fotografia muito bonita – que se encaixa perfeitamente, trazendo elementos góticos ao fantástico da história) são as construções dos personagens e suas relações. Embora seja praticamente um conto de fadas, as pessoas são reais, suas dificuldades e seus dilemas são plausíveis e seus relacionamentos francos. Fora que, a cereja do bolo do roteiro não está em tentar moralizar a platéia sobre as possibilidades discriminatórias de uma garota estranha, mas sim sobre o abuso negativo da imagem e das pessoas pelo circo midiático.
Gostaram? Não!? Problema de vocês... Eu gostei e todos deveriam fazer o mesmo. Grato.
nada expressivo antes deste filme – nem suas atuações perdidas em filmes diversos – e que finaliza recentemente Hancock o novo filme de Will Smith (que Deus tenha piedade de não traduzirem como “Meu Super Ex-Namorado”).O roteiro de Matthew Carnahan, que como dito roteirizou também Leões e Cordeiros (2007), apela mais uma vez pro didatismo do conflito em voga. A diferença neste filme é que todo o plano altamente político-engajado é disfarce grosso para um filme que em suma é ação pura. A abertura inicial do filme é cansativa, assim como todos os momentos em que um dos personagens resolve ser a consciência discursiva dos entraves mil entre E.U.A e Iraque. Quando o filme desiste de tentar desmantelar o élan da coisa, ele assume seu lado “corre-corre” com cenas explosivas e todos os que tais do gênero aventuresco. Pra quem prefere (no fundo nem sabe se gosta) de películas assim é um prato cheio acompanhado com borda política.
Juntamente com as explosões iraquianas de O Reino, chega às lojas o primeiro “astro” dos filmes cotados para o último Oscar. Conduta de Risco (2007), escrito e dirigido por Tony Gilroy (roteirista da trilogia Bourne e de O Advogado do Diabo [1997]), é encabeçado pelo poderoso George Clooney, que além de galã, é engajado politicamente, escreve, dirige e atua bem. Seu nome é marca de sucesso na mercadologia de Hollywood e acresce status em tudo que está presente. Seu segundo filme como diretor, Boa Noite, Boa Sorte de 2005, completamente filmado em preto e branco, remontava à caça as bruxas comunistas do senador Joseph McCarthy. Instigante e preciso o filme foi indicado pra seis estatuetas incluindo filme e diretor.
Embora Clooney realmente exalasse potencial artístico e genuíno dentro de uma indústria fadada a lugares comuns, naquele tempo já se apresentava uma posição demasiadamente exaltiva ao trabalho do ator-cineasta. Tal exacerbação pode ser comprovada com o seu recente trabalho. Mesmo que em Conduta de Risco, Clooney apenas atue (e bem – ponto), seu “toque de Midas” fez o filme emergir como um dos thrillers dramáticos de micro-política, mais bem realizados nos últimos tempos. O que não é! O filme embora conte com um roteiro eficaz e atuações fortes (Tilda Swinton levou a estatueta este ano como atriz Coadjuvante e Tom Wilkinson foi ainda mais merecidamente indicado, embora não tenha levado) é prático demais na direção. Existe certa economia nas cenas e pouca ousadia. Tal estaticidade perante o sagaz roteiro (problema interno do diretor-roteirista, que deve ter ficado muito mais “apegado” ao roteiro esquecendo de unir o ritmo do filme) não justifica as indicações que o filme recebeu para diretor e filme. Ficamos gratos que a megalomania com a presença de George Clooney tenha ficado por aí, pois acredite, dois dias depois de assistido, nada perdura.Pretensões à parte, unem-se aos dois citados acima a comédia romântica Penélope (2006). Película independente, recheada de novos astros como Christina Ricci (a esquisitinha de A Família Adams [1991] e a “boazuda” do bem mais recente Entre o Céu e o Inferno [2006]), James McAvoy (astro em ascensão que figurou em películas como O Último Rei da Escócia [2006] e do injustiçado Desejo e Reparação [2007], filme indicado ao Oscar de melhor filme este ano) e – em rápida participação – Reese Whiterspoon, a “namoradinha” norte americana, vencedora da cobiçad
a estatueta da Academia em 2006 por Johnny e June (2005). O filme conta a inusitada história de uma garota herdeira de uma maldição familiar que a fez nascer com traços suínos. A mãe super protetora e neurótica esconde a filha do mundo anunciando sua morte e a mantém trancafiada em casa. Na adolescência a menina se expõe, e a mãe, para contornar anos de mentira, resolve arranjar lhe um pretendente a força; o problema é que todos fogem. Até que um deles, pouco envolvido com a história de fato, encanta-se com Penélope e a azarada moça decide se desprender dos grilhões familiares. O mote é básico, porém o que cativa no filme (além de uma fotografia muito bonita – que se encaixa perfeitamente, trazendo elementos góticos ao fantástico da história) são as construções dos personagens e suas relações. Embora seja praticamente um conto de fadas, as pessoas são reais, suas dificuldades e seus dilemas são plausíveis e seus relacionamentos francos. Fora que, a cereja do bolo do roteiro não está em tentar moralizar a platéia sobre as possibilidades discriminatórias de uma garota estranha, mas sim sobre o abuso negativo da imagem e das pessoas pelo circo midiático.Gostaram? Não!? Problema de vocês... Eu gostei e todos deveriam fazer o mesmo. Grato.













































