sexta-feira, 30 de maio de 2008

Lançamentos Empoeirados

Demorei, mas vim para comentar os lançamentos que agora, depois de minha demora, já são praticamente antigos. Sem mais delongas, vou direto ao assunto, pois venho tratar de quatro películas diferenciadas.
A primeira delas trata-se de uma comédia romântica – e quem diria – eu perderei algum tempo comentando. P.S. Eu Te Amo (2007), antes que alguém cresça suas esperanças em cima, é em suma um filme de clichês, feito sob os mais puros e repetidos moldes de todos os romances que derretem amores nas telonas e telinhas desde o surgimento de Hollywood. Contudo, entretanto, porém, temos no elenco Hilary Swank, ótima atriz que já arrebatou dois Oscar advindos de filmes muito bons: um por Meninos Não Choram (1999) e outro por Menina de Ouro (2004). Seu par póstumo no filme é Gerald Butler (ele morre no começo do filme, mas continua a aparecer em flash-backs), conhecido como o Leônidas do filme 300 (2006) ou como O Fantasma da Ópera (2004). A despeito de suas interpretações em papéis de homens grandiosos e fortes, em ‘P.S.’ ele faz um marido carinhoso e imprevisível, que prova que os homens tem falhas, mas tentam acertar – e muitas vezes conseguem, mesmo sem tempo. O trunfo do filme é justamente pela presença cativante dos dois e pelos números musicais entoados pela dupla. De resto, o filme – infelizmente – é mais do mesmo, e o restante do elenco que inclui Phoebe Buffay (isto é, Lisa Kudrow do seriado Friends), parece estar fora de ritmo (ou fora de forma).
Mantendo os lenços na mão, disponível também se encontra O Caçador de Pipas (2007), baseado no maior best-seller contemporâneo escrito por Khaled Hosseini. Um filme que tinha tudo para ser muito bom, padece de uma adaptação rasa e pouco construtiva acerca da história literária. Embora a direção estivesse a cargo do competente Marc Foster (praticamente tudo que ele fez é assistível, tal qual, A Última Ceia [2001] e Em Busca da Terra do Nunca [2004]), o filme não consegue decolar e fica na mesmice de outros dramalhões fílmicos. A história forte do livro, vira novela que se salva por atuações sinceras de ilustres semi-desconhecidos, chamando atenção para as crianças do início, e pela trilha sonora de Alberto Iglesias, já veterano, várias vezes indicado ao Oscar – inclusive por essa trilha – que fez uma incursão nos sons do Oriente Médio e soube compor algo original e fiel ao contexto geográfico e cultural do filme.
Na tentativa de sair do comum, mas de modo um tanto melhor sucedido, surge 30 Dias de Noite (2007). O filme é também uma adaptação (ps: o filme ‘P.S.’ também o é), dessa vez de uma graphic novel, trazendo “a vida” a história de uma cidadela no Alasca que fica 30 dias em total escuridão, sem a presença do sol durante o inverno. Essa “lenda” é verdade, contudo a região passa muito mais tempo no escuro do que na história. Dando os descontos necessários, durante esse tempo uma legião ancestral de vampiros arma um esquema aprisionando todos os moradores na cidade e iniciando um banquete sem conseqüências. Até aqui nada de novo, o que o filme faz é colocar o espectador colado aos personagens em um clima de tensão pouco sucitado no cinema. A direção de David Slade de Menina Má.Com (2005) já apresentava, neste, um sufuco peculiar. Com as devidas diferenças, “30 dias” é superior ao primeiro filme do diretor e consegue nos deixar agoniados, coisa que os filmes de terror/suspense atuais já não fazem há tempo.
Para terminar, o queridinho da vez é Na Natureza Selvagem (2007), dirigido pelo brilhante ator Sean Penn. Sean já havia realizado incursões por detrás das câmeras na década de noventa, mas nada tão tocante quanto essa história. Trata-se (surpresa!) também de uma adaptação, desta vez do livro de John Krakauer, a respeito da vida de Alex Supertramp, um candidato a “playboy”, bem nascido e graduado que resolve largar sua família, suas coisas e tudo o mais e andar pelo país em direção ao Alasca (o mesmo do filme acima!). Nesse caminho, além de encontrar figuras, como ele, tangentes a sociedade, ele passa por diversas situações que ao mesmo tempo em que o ajudam a engrandecer sua alma não corroboram pra sua força motriz inicial. Com várias performances interessantíssimas, com destaque para o mais do que promissor Emile Hirsch (príncipe atual dos filmes independentes como Os Reis de Dogtown [2005] e Heróis Imaginários [2004]) e Hal Holbrook, que foi indicado para a estatueta de ator coadjuvante este ano, o filme possui uma direção equilibrada e sensível, sendo ao mesmo tempo juvenil com uma trilha sonora beirando a perfeição apresentando músicas originais compostas por Eddie Vedder, líder de voz rouca e pronfuda do Pearl Jam. Não há nada para reclamar. Pelo menos por enquanto.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Lançamentos de Novo!

Eis que a safra de filmes válidos retoma espaço no mercado dos DVD’s para entretenimento pessoal. Desse modo eu posso – com gosto – comentar algumas das melhores películas feitas atualmente. Minha seleção semanal da vez abarca, contudo, dois filmes tipicamente ‘blockbusters’, mas que, eu tentarei – com efeito, ou não - explicar a importância de ambos.
Pretendo elencar os filmes da maneira como eu já venho realizando: começando pelo menos exitoso até a minha preferência particular. Antes que me condenem, o menos exitoso não possui seu grau de mérito vinculado as minhas preferências. Contudo a minha preferência está diretamente ligada ao fato dele possuir méritos ou não – é óbvio, certo?
Mais conhecido como um dos grandes fracassos de 2007 chega ao home vídeo A Bússola de Ouro (2007). Dirigido pelo semi desconhecido Chris Weitz que havia feito antes algumas comédias bem presas ao gênero como Um Grande Garoto (2002), estrelada por Hugh Grant (deu pra captar o nível, não?) o filme tinha por missão ser a nova mina de dinheiro e público da produtora New Line, genitora da maior trilogia da história do cinema O Senhor dos Anéis. Contudo sua proximidade com a trilogia de sucesso cerrou-se em ser apenas advinda do mesmo lar. Adaptada também do primeiro livro de uma trilogia escrita por Phillip Pullman, A Bússola de Ouro apostou num elenco estelar, mas errou feio em recriar as questões elucidadas pelo autor. Nicole Kidman, Daniel Craig (atualmente conhecido como James Bond), Eva Green (conhecida também pela proximidade com James Bond – foi a última Bond Girl) não conseguiram ganhar o público que não comprou as idéias propostas.
A trilogia conhecida como Fronteiras do Universo, ficou famosa, pois o autor soube mesclar um universo fantástico e paralelo com questões fundamentais a modernidade, tal e qual, o questionamento da Igreja Católica, a manipulação do povo pelo governo e até, indiretamente, as questões das diversas realidades propostas pela Física Quântica. Tudo isso acompanhando a história de Lyra Belacqua, uma espécie de escolhida, que é a única que entende a engenhoca de ouro que prevê o futuro. Entretanto o roteiro do filme optou por amenizar as questões profundas, retirando inclusive os aspectos pessimistas da obra de Pullman, transformando o filme em “ninguém segura essa criança” com cenários e paisagens gigantescos e belíssimos. Aliado a tecnologia de ponta, o filme arrebatou de surpresa o Oscar de efeitos visuais, deixando pra trás os favoritos Piratas do Caribe. Vale se você quer comprovar a tese de que Nicole Kidman tem pouca paciência pra crianças e animais, já que, em vários filmes ela mete um safanão em um deles (vide Os Invasores [2007]).
Com a criatividade igualmente limitada como a do primeiro filme, aparece também disponível Eu Sou A Lenda (2007), encabeçado pelo fenômeno de público Will Smith. O filme é pouco criativo, pois trata de uma epidemia que assolou o mundo deixando, principalmente, ‘New York’ abandonada e destruída. Você já viu isso antes (várias vezes), correto? Pois é. O filme inclusive foi adiado 5 anos, pois quando foi concebido surgiu nos cinemas o sucesso indie Extermínio (2002), dirigido com brilhantismo por Danny Boyle de Trainspotting (1996), o qual contava, por sua vez, a história de uma epidemia que se espalhou rápido pela Inglaterra, transformando todos em zumbis. Sem espaço então, para competir com a mesma idéia, Eu Sou A Lenda pode ressurgir nos dias atuais aliando-se a ótimos efeitos especiais. O diretor Francis Lawrence (que fez Constantine [2005]) soube construir uma história, que por mais avessa a realidade, parecesse plausível e sensata. O tom de desespero e solidão que imperam no filme traz uma carga de verossimilhança extremamente saudável pra história. O filme peca no visual dos “vampiros” criados pela epidemia – surgida a partir de uma mutação genética que visava a cura do câncer – pois eles não combinam nada com a realidade. Contudo acerta bonito na escolha da ótima atriz brasileira Alice Braga, que surge no final do filme para adicionar uma esperança a mais a história fatalista da película.
Por fim temos o espetáculo visual e sonoro Across The Universe (2007) concebido pela diretora Julie Taymor, que tinha dirigido anteriormente Frida (2002), mas que possui uma ótima experiência teatral, pois foi diretora do espetáculo O Rei Leão na Broadway. O filme fez o que há tempos muitos haviam pensado, mas ninguém tinha feito: um musical embalado com músicas dos Beatles. As músicas da banda histórica servem para embalar o romance de Jude e Lucy, ele escocês que vem aos E.U.A em busca de seu pai e ela típica filha de classe média norte-americana que tem o primeiro namoradinho morto na, então, em ebulição, Guerra do Vietnã. Aliados ao irmão da garota, eles se mudam para uma Nova Iorque fervendo artisticamente, com o início de movimentos contra guerra e conflitos, entre eles, o forte e bonito movimento Hippie. Na Big Apple eles cruzam os caminhos com dois músicos que homenageiam simbolicamente artistas que influenciaram toda a geração nascente – assim como os Beatles – Jimmi Hendrix e Janis Joplin. Com participações especiais memoráveis de Bono Vox, Joe Cocker e Eddie Izzard o filme monta uma esfera onírica em contraponto a dura realidade da juventude do período, desfilando belas releituras das canções já bem conhecidas com um visual afiado e cativante. Um trunfo muito bem vindo de uma safra fílmica que tem se tornado cada vez mais morna e padronizada. No elenco estão a bela Evan Rachel Wood (indicada ao Globo de Ouro por seu papel no controverso em Aos Treze [2003]), e os promissores Jim Sturgess, em exibição encabeçando o elenco de Quebrando a Banca (2007) e Joe Anderson, que interpretou recentemente o sobrinho mimado de Beethoven em O Segredo de Beethoven (2006).
Espero que entre, tantas e distintas opções, as pessoas possam se sentir um pouco mais satisfeitas dentre a mediocridade de certas preferências cinematográficas. E tenho dito!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Eram os Lançamentos Novos!?

Sim, eu sei. Faz alguns séculos que eu não escrevia aqui. Podem me culpar, jogar pedra, cuspir, o que quiserem. Eu não me importo.
Mau humor à parte, regresso na tentativa de manter a rotina de falar bem ou mal dos filmes que ocasionalmente chegam ao mercado de “home vídeo” e, para aqueles que têm acesso a tais, poderem saber alguma coisa antes de perguntarem besteiras acerca deles.
Desde meu último comentário até hoje muitos filmes ocuparam lugares as prateleiras cada vez mais vazias das lojas e estantes dos lares nacionais. E eu, sinceramente, não senti falta de comentar nenhum deles. Logo, espero que vocês se toquem e percebam que eles, talvez, não mereçam ser vistos! Acho que fui claro o bastante.
Meu retorno é levado por impulso para comentar dois filmes que não foram classificados como eventos principais em nenhum cinema, mas que de alguma maneira miraculosa (mais conhecida como marketing) estão causando certo furor entre os espectadores caseiros.
O primeiro é, por assim dizer, de peso. Trata-se de Os Indomáveis (2007), refilmagem do filme homônimo de 1957, desta vez dirigido por James Mangold, diretor do competente Johnny e June (2005). Pela segunda vez consecutiva seus filmes sofrem com a “brilhante” tradução brasileira e perdem a beleza de seus títulos originais. Os Indomáveis é na verdade 3:10 To Yuma e remonta ao que o filme realmente quer dizer: a luta contra o tempo. E Johnny e June tem por título Walk The Line, nome de uma das ótimas canções de Johnny Cash e que, também, tem muito mais a ver com a cinebiografia sofrida do artista, isto é, ande na linha.
No embalo do regresso as raízes do oeste, o gênero de western moderno ganha mais um membro. No filme, Christian “Batman” Bale, pai de família pacato e semideficiente, confronta o temido bandido Russel “Gladiador” Crowe. Ambos fazem de seus personagens maiores do que o próprio filme, aliados a figura enigmática (e de voz irritante) do ator Ben Foster, mais conhecido como o Anjo do filme X-Men: Confronto Final (2006) e que vem despontando como ator promissor, apostando em papéis, às vezes pequenos, porém de muita intensidade. Na trama o pai falido e sem esperança faz um acordo com o xerife local para participar da prisão do temível bandido que acabara de saquear um transporte do banco do vilarejo. Completamente perdido, sem saber o que estava fazendo e precisando muito de dinheiro, o personagem de Bale acaba por ter de transportar o bandido, após sua captura, para pegar o trem para a prisão de Yuma, que partia às 15h10. No trajeto muita correria, sangue e bravura. E se o filme parece, até seu meado, mais um filme de ação disfarçado aguarde pelo fim.
O segundo filme que eu resolvi comentar não só foi ignorado pelo cinema, como sofreu e sofrerá o preconceito do espectador comum. Isso porque no elenco temos a oscarizada super-estrela Nicole Kidman, aliada a Jennifer Jason Leigh (atriz de reputação menor, mas de igual talento vista em Estrada Para Perdição [2002]) e o enfadonho – mas fofinho – Jack Black. Margot e o Casamento (2007) é a mais recente realização do polêmico e sem meios termos, Noah Baumbach, indicado ao Oscar pelo roteiro de seu anterior – e excelente – filme A Lula e a Baleia (2005). Ele regressa ao ambiente familiar caótico e disfuncional para vivenciar o drama de uma escritura que tem de voltar a casa em que cresceu, para o casamento de sua irmã mais nova – com a qual não falava há um tempo - atual proprietária do lar. Em meio a memórias e frustrações, Margot tem de lidar com sua ineficiência eminente como mãe do garoto andrógino Claude, o fim do seu casamento e o caso com um colega de trabalho e também escritor, motivo real dela ter ido até sua cidade natal.
Os diálogos são perfeitos no filme e as situações instigantes e de humor extremamente refinado. Baumbach passeia pelo complexo ambiente familiar e todas as conseqüências psicológicas que as relações trazem ao presente e ao futuro. A personagem Margot traz um desequilíbrio constante às pessoas em volta dela e maior a sua própria vida. Mas ao invés de causar uma grande epifania moral nas pessoas, ela mesma, a duras penas, percebe que certas coisas nunca vão mudar e/ou melhorar. O desequilíbrio constante torna-se estagnação. A própria irmã, Pauline, alerta de sobrinho no filme que a mãe mudava sempre de idéia. Margot muda tanto de idéia que acaba onde começou: no mesmo lugar. AH! O filme tem um problema, sim! Jack Black. Precisa dizer algo a respeito?
Ficamos por aqui na minha sessão “revival” de exercício da escrita. Espero poder, em breve, dividir mais um pouco sobre filmes que – realmente – valham a pena comentar.

Bang, Bang Você está morto!!! (Bang Bang You're Dead)

Existem milhares de filmes de escola. poucos se destacam de verdade. exemplos que sempre lembro são: Sociedade dos Poetas Mortos, Mentes Perigosas, Clube dos Cinco e o mais recente Escritores da Liberdade. Mas poucos tem a profundidade de Bang Bang, um filme forte, poderoso e que aborda um assunto super pesado, o de alunos que matam outros alunos. O filme é fantastico, verdadeiro e muito bem dirigido(Guy Ferland , do horrível Dirty dancing 2) tendo Ben Foster ( o anjo de x-men 3) e Thomas Cavanagh (que eu saiba só fez porcaria como o drama/terror sublime) no elenco.
Vale muito a pena assistir, mas infelismente como foi feito para tv, nunca saiu em dvd por aqui, só la fora... quem sabe agora que Ben Foster está ficando famoso eles não lançam? Esperaremos...



8 Lobinhos


Bang.Bang.Youre.Dead.2002.DVDRip.DivX-SAPHiRE
hit counters