Demorei, mas vim para comentar os lançamentos que agora, depois de minha demora, já são praticamente antigos. Sem mais delongas, vou direto ao assunto, pois venho tratar de quatro películas diferenciadas.
A primeira delas trata-se de uma comédia romântica – e quem diria – eu perderei algum tempo comentando. P.S. Eu Te Amo (2007), antes que alguém cresça suas esperanças em cima, é em suma um filme de clichês, feito sob os mais puros e repetidos moldes de todos os romances que derretem amores nas telonas e telinhas desde o surgimento de Hollywood. Contudo, entretanto, porém, temo
s no elenco Hilary Swank, ótima atriz que já arrebatou dois Oscar advindos de filmes muito bons: um por Meninos Não Choram (1999) e outro por Menina de Ouro (2004). Seu par póstumo no filme é Gerald Butler (ele morre no começo do filme, mas continua a aparecer em flash-backs), conhecido como o Leônidas do filme 300 (2006) ou como O Fantasma da Ópera (2004). A despeito de suas interpretações em papéis de homens grandiosos e fortes, em ‘P.S.’ ele faz um marido carinhoso e imprevisível, que prova que os homens tem falhas, mas tentam acertar – e muitas vezes conseguem, mesmo sem tempo. O trunfo do filme é justamente pela presença cativante dos dois e pelos números musicais entoados pela dupla. De resto, o filme – infelizmente – é mais do mesmo, e o restante do elenco que inclui Phoebe Buffay (isto é, Lisa Kudrow do seriado Friends), parece estar fora de ritmo (ou fora de forma).
Mantendo os lenços na mão, disponível também se encontra O Caçador de Pipas (2007), baseado no maior best-seller contemporâneo escrito por Khaled Hosseini. Um filme que tinha tudo para ser muito bom, padece de uma adaptação rasa e pouco construtiva acerca da história literária. Embora a direção estivesse a cargo do competente Marc Foster (praticamente tudo que ele fez é assistível, tal qual, A Última Ceia [2001] e Em Busca da Terra do Nunca [2004]), o filme não consegue decolar e fica na mesmice de outros dramalhões fílmicos. A história forte do livro, vira novela que se salva por atuações sinceras de ilustres semi-desconhecidos, chamando atenção para as crianças do início, e pela trilha sonora de Alberto Iglesias, já veterano, várias vezes indicado ao Oscar – inclusive por essa trilha – que fez uma incursão nos sons do Oriente Médio e soube compor algo original e fiel ao contexto geográfico e cultural do filme.
Na tentativa de sair do comum, mas de modo um tanto melhor sucedido, surge 30 D
ias de Noite (2007). O filme é também uma adaptação (ps: o filme ‘P.S.’ também o é), dessa vez de uma graphic novel, trazendo “a vida” a história de uma cidadela no Alasca que fica 30 dias em total escuridão, sem a presença do sol durante o inverno. Essa “lenda” é verdade, contudo a região passa muito mais tempo no escuro do que na história. Dando os descontos necessários, durante esse tempo uma legião ancestral de vampiros arma um esquema aprisionando todos os moradores na cidade e iniciando um banquete sem conseqüências. Até aqui nada de novo, o que o filme faz é colocar o espectador colado aos personagens em um clima de tensão pouco sucitado no cinema. A direção de David Slade de Menina Má.Com (2005) já apresentava, neste, um sufuco peculiar. Com as devidas diferenças, “30 dias” é superior ao primeiro filme do diretor e consegue nos deixar agoniados, coisa que os filmes de terror/suspense atuais já não fazem há tempo.
Para terminar, o queridinho da vez é Na Natureza Selvagem (2007), dirigido pelo brilhante ator Sean Penn. Sean já havia realizado incursões por detrás das câmeras na década de noventa, mas nada tão to
cante quanto essa história. Trata-se (surpresa!) também de uma adaptação, desta vez do livro de John Krakauer, a respeito da vida de Alex Supertramp, um candidato a “playboy”, bem nascido e graduado que resolve largar sua família, suas coisas e tudo o mais e andar pelo país em direção ao Alasca (o mesmo do filme acima!). Nesse caminho, além de encontrar figuras, como ele, tangentes a sociedade, ele passa por diversas situações que ao mesmo tempo em que o ajudam a engrandecer sua alma não corroboram pra sua força motriz inicial. Com várias performances interessantíssimas, com destaque para o mais do que promissor Emile Hirsch (príncipe atual dos filmes independentes como Os Reis de Dogtown [2005] e Heróis Imaginários [2004]) e Hal Holbrook, que foi indicado para a estatueta de ator coadjuvante este ano, o filme possui uma direção equilibrada e sensível, sendo ao mesmo tempo juvenil com uma trilha sonora beirando a perfeição apresentando músicas originais compostas por Eddie Vedder, líder de voz rouca e pronfuda do Pearl Jam. Não há nada para reclamar. Pelo menos por enquanto.
A primeira delas trata-se de uma comédia romântica – e quem diria – eu perderei algum tempo comentando. P.S. Eu Te Amo (2007), antes que alguém cresça suas esperanças em cima, é em suma um filme de clichês, feito sob os mais puros e repetidos moldes de todos os romances que derretem amores nas telonas e telinhas desde o surgimento de Hollywood. Contudo, entretanto, porém, temo
s no elenco Hilary Swank, ótima atriz que já arrebatou dois Oscar advindos de filmes muito bons: um por Meninos Não Choram (1999) e outro por Menina de Ouro (2004). Seu par póstumo no filme é Gerald Butler (ele morre no começo do filme, mas continua a aparecer em flash-backs), conhecido como o Leônidas do filme 300 (2006) ou como O Fantasma da Ópera (2004). A despeito de suas interpretações em papéis de homens grandiosos e fortes, em ‘P.S.’ ele faz um marido carinhoso e imprevisível, que prova que os homens tem falhas, mas tentam acertar – e muitas vezes conseguem, mesmo sem tempo. O trunfo do filme é justamente pela presença cativante dos dois e pelos números musicais entoados pela dupla. De resto, o filme – infelizmente – é mais do mesmo, e o restante do elenco que inclui Phoebe Buffay (isto é, Lisa Kudrow do seriado Friends), parece estar fora de ritmo (ou fora de forma).Mantendo os lenços na mão, disponível também se encontra O Caçador de Pipas (2007), baseado no maior best-seller contemporâneo escrito por Khaled Hosseini. Um filme que tinha tudo para ser muito bom, padece de uma adaptação rasa e pouco construtiva acerca da história literária. Embora a direção estivesse a cargo do competente Marc Foster (praticamente tudo que ele fez é assistível, tal qual, A Última Ceia [2001] e Em Busca da Terra do Nunca [2004]), o filme não consegue decolar e fica na mesmice de outros dramalhões fílmicos. A história forte do livro, vira novela que se salva por atuações sinceras de ilustres semi-desconhecidos, chamando atenção para as crianças do início, e pela trilha sonora de Alberto Iglesias, já veterano, várias vezes indicado ao Oscar – inclusive por essa trilha – que fez uma incursão nos sons do Oriente Médio e soube compor algo original e fiel ao contexto geográfico e cultural do filme.
Na tentativa de sair do comum, mas de modo um tanto melhor sucedido, surge 30 D
ias de Noite (2007). O filme é também uma adaptação (ps: o filme ‘P.S.’ também o é), dessa vez de uma graphic novel, trazendo “a vida” a história de uma cidadela no Alasca que fica 30 dias em total escuridão, sem a presença do sol durante o inverno. Essa “lenda” é verdade, contudo a região passa muito mais tempo no escuro do que na história. Dando os descontos necessários, durante esse tempo uma legião ancestral de vampiros arma um esquema aprisionando todos os moradores na cidade e iniciando um banquete sem conseqüências. Até aqui nada de novo, o que o filme faz é colocar o espectador colado aos personagens em um clima de tensão pouco sucitado no cinema. A direção de David Slade de Menina Má.Com (2005) já apresentava, neste, um sufuco peculiar. Com as devidas diferenças, “30 dias” é superior ao primeiro filme do diretor e consegue nos deixar agoniados, coisa que os filmes de terror/suspense atuais já não fazem há tempo.Para terminar, o queridinho da vez é Na Natureza Selvagem (2007), dirigido pelo brilhante ator Sean Penn. Sean já havia realizado incursões por detrás das câmeras na década de noventa, mas nada tão to
cante quanto essa história. Trata-se (surpresa!) também de uma adaptação, desta vez do livro de John Krakauer, a respeito da vida de Alex Supertramp, um candidato a “playboy”, bem nascido e graduado que resolve largar sua família, suas coisas e tudo o mais e andar pelo país em direção ao Alasca (o mesmo do filme acima!). Nesse caminho, além de encontrar figuras, como ele, tangentes a sociedade, ele passa por diversas situações que ao mesmo tempo em que o ajudam a engrandecer sua alma não corroboram pra sua força motriz inicial. Com várias performances interessantíssimas, com destaque para o mais do que promissor Emile Hirsch (príncipe atual dos filmes independentes como Os Reis de Dogtown [2005] e Heróis Imaginários [2004]) e Hal Holbrook, que foi indicado para a estatueta de ator coadjuvante este ano, o filme possui uma direção equilibrada e sensível, sendo ao mesmo tempo juvenil com uma trilha sonora beirando a perfeição apresentando músicas originais compostas por Eddie Vedder, líder de voz rouca e pronfuda do Pearl Jam. Não há nada para reclamar. Pelo menos por enquanto.




